Liderança

Empreender pela segunda vez é começar com reputação acumulada

Ivan Biava
dynamic presentation scene at an insurance agency seminar

Empreender pela segunda vez é muito diferente.

Quando fundei a Conpass, eu tinha 24 anos.

Era ingênuo.

Estava tentando criar um mercado que ainda não existia.

Na prática, eu não entendia quase nada das áreas necessárias para construir uma empresa: vendas, marketing, contabilidade, jurídico ou gestão financeira.

Tive que aprender tudo do zero enquanto mantinha a empresa de pé.

Era como construir um avião com ele voando.

A primeira empresa é uma escola completa

Ao longo da trajetória da Conpass, em momentos diferentes, precisei assumir temporariamente a liderança de todas as áreas da empresa.

Vendas.

Marketing.

CS.

Financeiro.

Produto.

Operação.

E até desenvolvimento por um período, mesmo não sendo desenvolvedor.

Foi uma escola dura.

Mas foi uma escola completa.

A primeira empresa ensina coisas que nenhum livro, curso ou conselho consegue ensinar na mesma intensidade.

Ensina a vender sem saber vender.

A contratar errando.

A liderar antes de estar pronto.

A negociar no limite.

A tomar decisões com informações incompletas.

A lidar com caixa, cliente, produto, time, cultura, pressão e incerteza ao mesmo tempo.

A aprender enquanto tudo já está acontecendo.

Na primeira jornada, boa parte do esforço é simplesmente descobrir como uma empresa funciona por dentro.

A segunda jornada começa de outro lugar

Agora, na AGATON, a experiência é diferente.

Não porque ficou fácil.

Empreender nunca fica fácil.

Mas porque eu não estou começando do mesmo lugar.

Hoje eu conheço melhor as áreas de uma empresa.

Sei melhor com que tipo de pessoa trabalho bem.

Me conheço melhor.

Tenho fornecedores de confiança.

Tenho uma rede que viu minha forma de trabalhar por anos.

E, depois do exit da Conpass em 2022, existe uma prova concreta de capacidade.

Isso muda muita coisa.

Não elimina o risco.

Não reduz a responsabilidade.

Não garante sucesso.

Mas muda o ponto de partida.

Confiança muda a velocidade da construção

Quando divulguei que estava voltando a empreender com a AGATON, aconteceram coisas que não teriam acontecido na primeira empresa.

Apareceram investidores querendo investir antes mesmo de entenderem profundamente o produto.

Apareceram pessoas interessadas em ser sócias.

Os primeiros clientes vieram muito conectados à minha rede pessoal.

E muitos verbalizaram algo parecido:

“Confio em você e no que você está construindo.”

Essa frase diz muito.

Porque confiança reduz fricção.

Reduz incerteza.

Acelera conversas.

Abre portas.

Faz pessoas ouvirem antes de julgar.

Faz clientes darem uma chance antes da empresa estar madura.

Faz parceiros se aproximarem antes de existir uma marca consolidada.

Mas essa confiança não nasceu no anúncio da AGATON.

Reputação não nasce da noite para o dia

Essa confiança foi construída ao longo de anos.

Em reuniões difíceis.

Em entregas feitas.

Em promessas cumpridas.

Em crises enfrentadas.

Em relações preservadas.

Em decisões difíceis.

Muitas pessoas subestimam a importância de ser uma pessoa confiável.

Mas, na segunda jornada, isso fica muito evidente.

Reputação vira distribuição.

Confiança vira capital.

Histórico vira redução de risco.

Relações bem construídas viram velocidade.

A segunda empresa não começa no dia da fundação.

Ela começa muito antes.

Começa na forma como você agiu na primeira.

Da prova de capacidade à responsabilidade de honrar confiança

Na primeira empresa, você está tentando provar que é capaz.

Na segunda, você precisa honrar a confiança que já depositaram em você.

Isso muda o peso da jornada.

Muda a qualidade das conversas.

Muda o nível de responsabilidade.

E muda também a forma como você escolhe clientes, sócios, investidores, fornecedores e time.

Porque você entende melhor que a empresa não é construída apenas por produto, capital ou estratégia.

Ela é construída por relações.

Por alinhamento.

Por confiança.

Por reputação.

Por decisões repetidas ao longo do tempo.

O que isso tem a ver com a AGATON

A AGATON nasce dessa segunda jornada.

Nasce com mais repertório.

Com mais clareza sobre mercado.

Com mais consciência sobre liderança.

Com mais entendimento sobre execução.

Com mais maturidade sobre o tipo de empresa que quero construir.

E também com mais responsabilidade.

Porque quando pessoas confiam em você antes de tudo estar pronto, isso não é um cheque em branco.

É um compromisso.

Um compromisso de construir com seriedade.

De entregar valor real.

De escolher melhor.

De liderar melhor.

De não tratar confiança como atalho, mas como ativo a ser protegido.

Confiança é um dos ativos mais difíceis de construir

No fim, empreender pela segunda vez não é apenas ter mais experiência.

É carregar uma rede de confiança construída ao longo de anos.

E entender que essa confiança talvez seja um dos ativos mais difíceis de construir.

E um dos mais fáceis de perder.

Por isso, para quem está empreendendo pela primeira vez, talvez uma das coisas mais importantes seja lembrar que cada relação importa.

Cada promessa importa.

Cada entrega importa.

Cada crise importa.

Cada decisão tomada quando ninguém está olhando importa.

Porque você pode achar que está apenas construindo uma empresa.

Mas também está construindo a reputação que vai abrir ou fechar portas nas próximas.

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